Combate à Violência Contra a Mulher, conheça os canais de denúncia e atendimento em Campo Magro

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SOU VÍTIMA, O QUE POSSO FAZER?

• Registre Boletim de Ocorrência, tanto presencialmente nas Delegacias de Polícia Civil, como através do site https://www.policiacivil.pr.gov.br/BO; É importante ressaltar que após o registro do B.O. É necessário realizar a Representação Criminal contra o agressor e assim poder ser solicitada a Medida de Proteção em favor da vítima;

• No momento da violência, acione a Polícia Militar através do número 190;

• Procure o Centro de Referência Especializado de Assistência Social – CREAS do município que reside. Em Campo Magro, o CREAS está localizado na Rodovia Gumercindo Boza, nº 18.740 – Centro. Telefone: 3677-2020.

CONHEÇO UMA MULHER QUE SOFRE ALGUM TIPO DE VIOLÊNCIA, O QUE POSSO FAZER?

• Denuncie pelos números 180 ou 181;

• Acione a Polícia Militar através do número 190 se a violência estiver ocorrendo no momento da denúncia;

• Realize denúncia no CREAS de Campo Magro pelo telefone 3677-2020.

E O AGRESSOR/AUTOR DA VIOLÊNCIA?

É preciso quebrar o ciclo da violência, e para atingir este objetivo é importante não focar apenas na punição do agressor. Por isso foi sancionada a Lei n° 20.318, de 10 de setembro de 2020, que estabelece princípios e diretrizes para criação de programas reflexivos e responsabilizantes para autores de violência.

O MEDO NÃO VAI NOS CALAR!

É fundamental destacar que mesmo vivendo em período de isolamento, A VIOLÊNCIA NÃO PARA. Em razão disso, a equipe técnica do CREAS permanece realizando atendimentos às mulheres vítimas. Caso tenha alguma dúvida ou necessite ser ouvida, entre em contato via telefone ou busque o equipamento.

VOCÊ SABIA?

Segundo dados do Instituto Maria da Penha – IMP, no Brasil:

• A cada 7 segundos, uma mulher é vítima de violência física;

• A cada 2 minutos, uma mulher é vítima de arma de fogo;

• Somente hoje, de acordo com esse levantamento, 12 mulheres perderão suas vidas vítimas de violência.

E JÁ PAROU PARA PENSAR QUE ESTA SITUAÇÃO SE AGRAVOU NO PERÍODO DA PANDEMIA DE COVID-19?

Isso porque, de acordo com o Núcleo de Estudos da Violência da Universidade de São Paulo – USP, em meio à pandemia muitas mulheres acabam confinadas com seus agressores, sem contato com sua rede de apoio, que, em muitos casos, auxilia na denúncia da violência sofrida ou no próprio acolhimento das vítimas.

VOCÊ CONHECE QUAIS SÃO OS TIPOS DE VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER?

De acordo com o artigo 5º da Lei Maria da Penha – Lei Federal nº 11.340/2006, a violência contra a mulher é “qualquer ação ou omissão baseada no gênero que lhe cause morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou psicológico e dano moral ou patrimonial”.

“Se me matam, levantarei os braços do túmulo e serei mais forte”- Minerva Mirabal.

A HISTÓRIA DA DATA!

As irmãs Patria, Minerva e Maria Teresa Mirabal, conhecidas como Las Mariposas (as borboletas), foram ativistas que se opuseram ao regime autoritário do presidente Rafael Leónidas Trujillo, na República Dominicana. Numa emboscada em 25 de novembro de 1960, foram interceptadas pela polícia secreta da ditadura e brutalmente assassinadas pelas forças de Trujillo.

“Se me matam, levantarei os braços do túmulo e serei mais forte”, foi a resposta de Minerva Mirabal quando a advertiam que o regime pretendia assassiná-la. A força de Las Mariposas reverberou mundo afora e se tornou símbolo da luta pelos direitos das mulheres.

Em 1981, no Primeiro Encontro Feminista Latino-Americano, realizado em Bogotá, a data do assassinato das irmãs foi proposta como o Dia Latino-Americano e Caribenho de Luta contra a Violência à Mulher. Dezoito anos depois, a Organização das Nações Unidas instituiu o 25 de novembro como o Dia Internacional da Eliminação da Violência contra a Mulher, em memória ao sacrifício das irmãs Mirabal.